A notícia triste desta terça feira chega da Inglaterra com a morte de um dos cineastas mais admiráveis do século passado: Clive Donner. Ele tinha 84 anos, padecia do mal de Alzheimer e já tinha perdido, há cinco anos, a mulher de sua vida, a estilista Jocelyn Richard, a qual conhecera em 1968.
Donner, filho de um violinista e de dona de uma loja de roupas, era um satírico. Nunca consegui assistir seus primeiros filmes (ele iniciou a carreira em 1951), pois ficaram comercialmente inéditos na cidade. Somente nos anos 60, com o emergir do novo cinema inglês, foi possível apreciar suas obras. Algumas.
Entre elas, O Prisioneiro da Ambição (64), que chamou a atenção para a interpretação marcante de Alan Bates, que transforma seu personagem numa besta em luta pela fama; e Essa Coisa, o Amor, também com um Bates apaixonado numa obra bela, sensível e emocionante.
Donner trafegaria ainda por vários gêneros, como o histórico com Alfred, O Grande (1969), a comédia de terror com Vampira (74), a comédia de mistério com A Bomba Desnuda (1980). Depois passou emprestar seu talento para a televisão, onde adaptou da mitologia aos romances de Agatha Christie.
Donner será sempre lembrado por uma comédia maravilhosa, O Que é que há, Gatinha? (65), com um time irrepreensível: Peter O’Toole, Romy Schneider, Peter Sllers, Capucine, Paula Prentiss e ainda um hilariante Woody Allen. Está nas locadoras.
Para lembrar e homenagear o grande cineasta Clive Donner, nada melhor do que lembrá-lo com a canção tema de sua mais lembrada criação: O Que é que há, Gatinha? (“What’s new pussicat?”), interpretada por Tom Jones.
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